Froeder (da direita para a esquerda, o segundo) agora no Goianésia (Foto: Jornal Informativo)
Froeder (em pé, da direita para a esquerda, o segundo) agora no Goianésia (Foto: Jornal Informativo)

Por Ronaldo Barreto para o Esporte Guarulhos

O sonho de se tornar um jogador profissional não se realizou, mas, em compensação, Marcelo Froeder, ex-preparador físico do Flamengo de Guarulhos, continua contribuindo com o futebol. Natural da cidade, Froeder contou ao Esporte Guarulhos como foi trabalhar no Corvo e falou dos poucos recursos que a preparação de atletas tem na cidade.

Atualmente no Goianésia, que disputa o Campeonato Goiano da Primeira Divisão, o preparador de 30 anos falou que ainda tem vontade voltar a trabalhar em Guarulhos. “Acredite, ficaria muito grato de voltar a trabalhar em uma dessas duas equipes (A.D. Guarulhos e Flamengo) da cidade onde nasci”, disse.

Confira a entrevista:

EG: Em que ano você jogou no AD Guarulhos, por quanto tempo e como foi essa experiência? 

Froeder: Iniciei minha trajetória no Corinthians aos 9 anos, jogando no salão e no campo. Com 17 anos, fui emprestado para o A.D. Guarulhos para disputar o Paulista Juvenil. No AD, tive experiências maravilhosas e pude trabalhar com grandes profissionais, pena que fiquei pouco tempo (seis meses). Quando voltei ao Corinthians, já decidi que queria dar continuidade aos meus estudos e cursar Educação Física.

EG: Por que desistiu de ser atleta e começou a entrar mais na parte física do esporte, trabalhando como preparador?

Froeder: Me sinto meio triste em falar por que desisti e me questionam até hoje por isso, mas, enfim… Bom, entrei na área de preparação física porque sempre gostei de estudar e me aperfeiçoar. Até mesmo quando era atleta ou ainda na época da escola, já perguntava aos preparadores e professores o motivo dos trabalhos, qual o momento certo para ser aplicado, alguns não sabiam responder (risos). Hoje, vejo que muitos me davam respostas totalmente diferentes e erradas, mas amo o que faço e sei aonde quero chegar.

Marcelo na época de Flamengo (Foto: Arquivo Pessoal)
Marcelo na época de Flamengo (Foto: Arquivo Pessoal)

EG: O Flamengo foi o clube que te deu a primeira oportunidade, quantos anos tinha na época e como surgiu o convite? Como foi trabalhar lá?

Froeder: Eu tinha 22 anos na época, recém-chegado de algumas viagens internacionais relacionadas a estudos e trabalho. Me sinto muito feliz por ter trabalhado no Flamengo em 2009 (no sub-20) e 2010 (com o time profissional). Me senti lisonjeado quando recebi a proposta Edson David (ex-presidente do clube) e do diretor Niltinho. Comecei trabalhando nas categorias de base e fui para o profissional, quando estive com os jogadores no Campeonato Paulista da Série A2. Foi uma grande experiência, um ótimo início de carreira e ainda mantenho contato com diretores e amigos lá.

EG: Como foi essa experiência internacional que teve? O que foi mais difícil nessa época? Qual a diferença no tratamento da preparação física lá fora e aqui?

Froeder: Quando atleta, tive muitas experiências maravilhosas também fora do pais e como profissional da área da Educação Física. Tive a oportunidade de conhecer alguns países para aprimorar os estudos, tanto a teoria, métodos e meios, como a prática. Passei por Rússia, Alemanha, Estados Unidos, Japão, entre outros. Não tive dificuldades em me adaptar a outro estilo de vida. O ruim mesmo é ficar longe da família, mas temos sempre que buscar objetivos maiores na vida. Com relação à preparação física hoje no Brasil e no exterior, vejo que há grandes e bons profissionais em toda parte, mas cada um com seu estilo e método de trabalho.

EG: Em termos de preparação de atletas, você acha que Guarulhos caminha bem ou falta o que melhorar, pelo que você viu pelo mundo?

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Marcelo Froeder no Flamengo de Guarulhos (Foto: Arquivo Pessoal)

Froeder: Guarulhos tem um grande leque de atletas, escolas e outros estabelecimentos, seja no futebol ou outros esportes. Não posso dizer que faltam profissionais capacitados para trabalhar, pois tenho amigos na cidade que são excelentes profissionais. Porém, acredito que faltam projetos sociais, há pouca infra-estrutura para o esporte, faltam centros esportivos e de criação de atletas. Creio que se evoluirmos nesses itens, daremos um grande passo no esporte guarulhense, que anda tão sumido nos últimos anos.

EG: Como foi parar em Goiás, no Goianésia? Está gostando de trabalhar aí?

Froeder: Em 2011, estava em uma das equipes do interior paulista disputando a Série A3, quando recebi uma ligação de um grande amigo meu, Marins, ex-goleiro do Flamengo de Guarulhos, me perguntando se eu não queria ir pra Goiás disputar a primeira divisão do campeonato goiano, pois o clube ainda não tinha contratado preparador físico, então, aceitei. No Goianésia Esporte Clube, fiquei até 2012, mas retornei agora em 2015 com o propósito de classificação para a Série D do Brasileiro 2015 e Copa do Brasil de 2016.

EG: Pretende voltar a trabalhar no Flamengo ou preparar o AD? Quem sabe numa Série A1?

Froeder: Sim, quem sabe em breve posso estar voltando ao futebol paulista? Acredite, ficaria muito grato em voltar a trabalhar em uma dessas duas equipes da cidade onde nasci. Quem sabe, também, ver eles disputando a Série A1 do Campeonato Paulista, ou até mesmo alguma divisão do Campeonato Brasileiro.

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