Por Lucas Canosa, para o Esporte Guarulhos.

Ginásio da Ponte Grande completou 40 anos em 2015 / Foto: Lucas Canosa - EG
Ginásio da Ponte Grande completou 40 anos em 2015 / Foto: Lucas Canosa – EG

Único estádio público disponível em uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes, já que o Paschoal Thomeu, também conhecido como “Thomeuzão”, no Bom Clima, não está apto a receber competições esportivas, e, sem laudo do Corpo de Bombeiros, virou alvo de eventos do governo e entidades privadas, o João do Pulo, no Bela Vista, fechado para reforma desde 2013, vai virar uma escola, o CEU e o Fioravante Iervolino, no Centro, foi “doado” para um clube de motoqueiros, o Ginásio da Ponte Grande sofre com a falta de manutenção da sua administradora, a Prefeitura de Guarulhos.

Fundado em 1975, o Estádio Arnaldo José Celeste recebeu esse nome porque um vereador da época, Oswaldo Celeste, morador da Ponte Grande, homenageou o irmão, que havia morrido. O decreto foi dado pelo prefeito Waldomiro Pompeo em 8 de julho daquele ano. Depois, foi local de treinamentos de João do Pulo, recordista mundial de salto triplo, que morava na região.

Após 40 anos, o poliesportivo é o único da cidade e está “sobrecarregado”, pois recebe treinos e competições das equipes de futebol, atletismo, voleibol, futsal, handebol, rugby e futebol americano, não só de Guarulhos, como também de outras cidades. O time da Portuguesa, por exemplo, constantemente usa o campo para atividades físicas. Não há tempo e espaço para todos. As competições de futsal da cidade estão atrasadas devido à falta de quadra para realização das partidas.

Dentro da quadra, a situação é deplorável / Foto: Lucas Canosa - EG
Dentro da quadra, a situação é deplorável / Foto: Lucas Canosa – EG

A situação mais triste, porém, é que mesmo sendo o único, o estádio não é conservado. São inúmeras rachaduras na quadra, lâmpadas que não funcionam, falta de limpeza e um placar eletrônico instalado há décadas, que não funciona mais, impedindo que as equipes realizem jogos pela Federação, pois o placar eletrônico é uma exigência das autoridades esportivas. Sem ele, os mandos são transferidos para o Ginásio dos Metalúrgicos, no Centro, contudo, é um local privado, devendo este ser alugado, assim como acontece com as quadras da Wimpro, na Vila Galvão, do Clube do Cecap e a da antiga escola Juvenal de Campos, na Vila Augusta, hoje administrada pela Liga Ponto de Encontro.

O placar eletrônico, instalado há décadas, não funciona / Foto: Lucas Canosa - EG
O placar eletrônico, instalado há décadas, não funciona / Foto: Lucas Canosa – EG

Fora da quadra, existem outras duas descobertas, sem iluminação, com traves enferrujadas e sem rede, uma pista de skate, que também sem boa iluminação e segurança, é utilizada por usuários de drogas à noite, o que afasta os moradores do local. Cláudio mora no bairro e reclama da situação: “Existe uma pista de atletismo que não tem iluminação funcionando, poucas torres (de luz) estão funcionando. Esta pista é utilizada e muito útil para nossa população, inclusive para os atletas do município, que durante o dia fazem treinamentos. Mas, dizem que a prefeitura não tem dinheiro”, afirmou.

Cláudio, morador da Ponte Grande, observa o refletor queimado na pista de atletismo / Foto: Lucas Canosa - EG
Cláudio, morador da Ponte Grande, observa o refletor queimado na pista de atletismo / Foto: Lucas Canosa – EG

Cláudio tem razão! Das quatro torres disponíveis na pista de atletismo, somente duas funcionam. Os usuários de droga passeiam tranquilamente, sem um policial sequer para fazer a guarda,  inclusive nos dias de competições, mesmo após a inauguração do novo batalhão da Polícia Militar, a poucos metros dali. Todos os muros que cercam o terreno estão pichados. O campo, ao fundo, raramente recebe alguma partida, pois não apresenta condições mínimas da realização de algum esporte.

O ex-goleiro Marins, que fez história pelo Flamengo de Guarulhos, comanda sua escola de arqueiros na Ponte Grande, com atletas de 9 a 45 anos, no gramado ao meio da pista de corrida e ressalta que gosta da estrutura que recebe, entretanto, pondera que a situação poderia melhorar: “Muitos idosos fazem caminhada e, ao lado, o pessoal fuma. Fica complicado. Eu gosto do Ginásio, mas realmente, se a iluminação fosse consertada, pelo menos, mais pessoas frequentariam”, concluiu.

Próximo à pista de skate, a escuridão e as pichações tomam conta do local / Foto: Lucas Canosa - EG
Próximo à pista de skate, a escuridão e as pichações tomam conta do local / Foto: Lucas Canosa – EG

As fotos da reportagem foram tiradas com flash, é claro, pois do contrário, não seriam visíveis, prejudicando nosso trabalho.

O Esporte Guarulhos procurou o secretário de esporte, Wagner Freitas (PP), para falar da situação, e mesmo depois da nossa insistência, não obtivemos retorno. O mesmo pode ser dito em relação à Prefeitura, na figura do próprio prefeito Almeida (PT), que não nos respondeu.

Confira a galeria de fotos exclusivas do EG. Clique na imagem para ampliar:

loni

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3 comentários em “População pede melhorias urgentes no Estádio da Ponte Grande

  1. Sobre o comentário da Portuguesa segue nossa historia;

    A Portuguesa Rugby inicialmente foi fundado como Guarulhos Rugby em 25/10/2011. Uma ideia ousada que visava divulgar o esporte na Cidade de Guarulhos e promover ações sociais com jovens e adultos.
    No primeiro treino mesmo sem nenhum contato com o esporte, aproximadamente 20 pessoas compareceram. Neste momento ficou claro que o esporte teria futuro na cidade ate mesmo pelo fato do Rugby ser um esporte para todos os tipos físicos e idade, cada tipo físico é bem aproveitado dentro do time na posição onde melhor possa se desempenhar, e cada idade existe sua categoria bem definida pela Federação Paulista de Rugby (FPR).

    A União:
    No dia 28/02/2012, com pouco mais de quatro meses de existência o Guarulhos Rugby se une a Associação Esportiva Rhynos (Time de Futebol Americano – “Lusa Rhynos F.A”), apoiado pela Portuguesa e passa a se chamar “Lusa Rhynos Rugby”. Onde começa uma nova história…

    O Progresso:
    Com um passo ainda mais ousado e com intuito de crescer e se firmar entre os melhores times na modalidade e criar alicerces sólidos e estruturais para outras categorias como Feminino, Juvenil, Infantil e se desenvolver na modalidade Seven (Modalidade Olímpica) e também criar projetos sociais divulgando o Rugby na Cidade de Guarulhos e Regiões. O Lusa Rhynos Rugby passa a se chamar Portuguesa Rugby, deixando de ser somente um parceiro da Associação Portuguesa de Desporto, e tornando-se uma modalidade dentro de sua grade de esportes amadores. Desta forma com maior força e melhores estruturas e apoio, nasce em 2014 a Portuguesa Rugby.
    Hoje a Portuguesa Rugby conta com um plantel aproximado de 55 atletas masculinos, 18 atletas femininos e com sua categoria de base em criação com aproximadamente 14 jovens entre as categorias (M10 a M18). E também mesmo recente, conta com o apoio de uma torcida com mais de 1000 pessoas entre, ex-jogadores, familiares e simpatizantes com o esporte.

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