guarulhos

Por Ronaldo Barreto e Lucas Canosa

Guarulhos é ‘famosa’ por poucas coisas, como o Aeroporto em Cumbica ou por ser a ‘terra dos Mamonas Assassinas’ – estes, aliás, se orgulhavam de ser daqui. Porém, o time que carrega o nome do município quer mudar isso e lançou, junto com a produtora Perigo Filmes, o filme ‘Vai Guarulhos’.

O Esporte Guarulhos esteve na pré-estreia do longa, que tem cerca de 70 minutos de duração e estará em cartaz no Shopping Internacional nesta quinta-feira (8) às 19h e 21h, dia do aniversário de 456 anos da cidade, e pode falar: deu orgulho de ver o que foi feito.

A narrativa mostra a campanha da Associação Desportiva Guarulhos na segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, equivalente ao quarto nível do futebol no estado. O Índio foi eliminado, após jogos brilhantes na primeira etapa da competição (não é um spoiler, todos sabem). Mas, mais do que isso, revela o esporte como poucos veem e a maioria vive.

Sabe os salários astronômicos que os profissionais dos clubes das Séries A e B do Brasileiro ganham? Isso não é a realidade. A realidade é o que o AD vive, o Flamengo de Guarulhos, o Inter de Bebedouro a Matonense, o Barretos, a Portuguesa Santista entre centenas de outros espalhados por São Paulo e pelo Brasil. Segundo relatório da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), divulgado em 2016, 80% dos jogadores brasileiros ganham até R$ 1 mil por mês. Outros 13% recebem entre R$ 1 mil e R$ 5 mil. Somente 7% estão entre os ‘sortudos’ que têm contratos melhores.

Fora isso, é uma luta diária. Treinos cansativos, jogos dificílimos, viagens, tempo longe da família, problemas… E isso não só para os atletas, a rotina dos dirigentes desgasta e estressa, não só eles como os que vivem em volta deles. Além disso, convenhamos, é difícil acreditar nesses sonhadores malucos. Pode colocar na soma ainda os torcedores, que não sentem vergonha de estar ao lado do ‘pequeno’. O filme também mostra o orgulho de quem segue o time aonde quer que ele vá. Mesmo assim, as dificuldades são superadas com muito bom humor e dedicação.

Há, claro, a história do começo do clube, lá na Vila das Palmeiras, como um supertime de futsal, até os dias atuais, com uma certa insatisfação pela troca do nome e das cores da agremiação.

O guarulhense que ir ao cinema vai entender (ou não) por que ainda tem gente insistindo em querer que o esporte cresça na cidade. Sobre a produção do documentário, não deve para nenhum outro do gênero. Excelente.

Confira o trailer:

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